quinta-feira, 20 de maio de 2010
Todos os dias pessoas morrem, nascem outras, animais morrem e nascem também, florestas são queimadas, e outras são replantadas, terremotos derrubam casas, prédios, escolas, igrejas e sonhos, e outras construções são erguidas, e outros sonhos passam a ser cultivados dentro dos sobreviventes.
Essa dança da vida, que nos consome, acaba por tornar-nos pessoas embrutecidas. Por um lado lapidam-nos, ensinando a viver, a lidar com os problemas, alguns de nós, claro. Mas, na maioria das vezes, causam um endurecimento. Ficamos imunes e indiferentes ao sofrimento alheio. Passamos a ver a dor e continuar comendo, trabalhando, estudando e olhando para nossos próprios umbigos, como se fôssemos o centro do universo.
Essas adversidades foram colocadas em nosso caminho para evoluir-nos e acabam por se tornar nossas desculpas para uma estagnação, e nos valemos delas para explicar porque nos tornamos tão egoístas. Esse apego nos faz esquecer que somos um pontinho no tempo e no espaço e que existem propósitos muito maiores que nós e que nossas dúvidas e anseios com relação a que carreira seguir, casar ou não casar, acumular bens, viajar nas férias... Afinal, tudo isso tem sua importância, mas não pode nos alienar.
Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes.
Sobre a perda...
Muitas vezes, neste mundo, só aprendemos alguma coisa diante da perda.. Infelizmente, em muitos casos, a dor que a perda nos causa dá-nos conhecimentos de valores que só conseguimos estimar diante dela.
Acredito que a perda, assim como a dor, esteja aqui neste mundo propositalmente, porque creio que a vida e a morte sejam atos de uma peça que ainda não podemos assistir por completo, ou seja, pensamos que estamos distantes daqueles que morreram e choramos sua ausência como se jamais fôssemos vê-los de novo, mas mal estamos preparados para lidar com a verdade da imortalidade da alma humana!
Isso não é uma crítica, até porque eu também não sei lidar muito bem com as perdas, mas anseio chegar o dia em que possa compreender esse e outros mistérios da existência!
